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Agnaldo Inácio

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MAIS DO QUE PALAVRAS.

MAIS DO QUE PALAVRAS.


Meios para prevenir doenças


Os columbófilos da velha guarda queixam-se frequentemente que, em relação ao passado, cada vez é mais difícil manter os pombos com boa saúde.
E estão certos.
Os pombos que criamos nos dias de hoje têm mais falhas de saúde natural e de imunidade do que noutros tempos e são mais vulneráveis a ataques de bactérias e viroses de todas as espécies.
É certo que essas doenças também existiam antigamente, mas então raramente apareciam, os columbófilos nem conheciam os termos para as identificar como agora o são.
“Como aparecem as doenças?” Podemos imaginar?
É a forma como acompanhamos os pombos, certamente. Os progressos científicos permitiram vencer doenças que no passado não podiam ser combatidas, então que não existiam veterinários especializados nem tampouco medicamentos específicos. Se um pombo adoecesse era o seu fim na maior parte dos casos. Era a sobrevivência dos mais dotados! Era chegar à imunidade de forma natural!
Quanto mudaram as coisas? Especialmente no que se refere à tricomoníase, E. coli, Adeno, Circo vírus e Salmonelas, que são agora um pesadelo para alguns.
A Paramixo é outra “nova” doença (o primeiro surto epidémico apareceu em 1984 na Bélgica), mas não é problema desde que apareceram as vacinas.
Controlar a Tricomoníase e Adeno, é uma tarefa difícil. No caso da tricomoníase, aparecem notícias da sua alarmante resistência e Adeno pode atacar qualquer pombo de qualquer colónia. A única coisa que podemos fazer em caso de Adeno é rezar.
Assim, podemos concluir que temos que pagar um preço pelo progresso que a ciência alcançou.

Não podemos voltar atrás


E as más notícias é que não podemos voltar atrás; podemos apenas fazer as coisas menos mal, reduzindo o uso de antibióticos o mais possível.
Tanto quanto possível não quer dizer “totalmente”, certamente, mas está na hora de olharmos para as consequências com cuidado.
Dou um exemplo: No mesmo pombal e com os mesmos cuidados, dois borrachos ficam doentes e os restantes mantêm-se saudáveis. Devemos separá-los e medicar apenas os borrachos doentes? Medicar todos o pombos para curar dois, seria um grande erro.
Poderemos comparar a situação com os humanos.
Digamos, temos uma sala de aula com 30 estudantes. Se dois deles tiverem uma dor de cabeça, só um maluco daria a cada um uma aspirina.

Contactos


Os principais factores que põem em perigo a saúde dos pombos, são:
a. Contacto com outros pombos.
b. Pombos a mais num pombal.
c. Stresse.

O factor, de entre estes três, que mais põe em perigo a saúde dos pombos, será o contacto com outros pombos (a) que estão em constante tratamento, por se apresentarem doentes com frequência. Quando se mudam de um lugar para outro, tanto humanos como os animais, podem transportar bactérias, fungos, vírus e parasitas.
Os pombos são diferentes do gado já que para os pombos-correio literalmente não existem fronteiras. Dada a natureza do nosso desporto, o melhor que poderemos fazer para evitar a propagação das doenças é não permitir que no meio de pombos sãos permaneçam pombos doentes; desta forma protegeremos os pombos sãos dos repetidos ataques, a que podem estar sujeitos, dos agentes patogénicos.
Para além disso, devemos tentar implementar o sistema imunitário, mas sabemos que tudo tem limites. Por vezes, não teremos outra hipótese a não ser tratar os pombos afetados com medicamentos. Num bando, qualquer pombo pode ter vermes, mesmo o melhor pombo do mundo pode ter vermes!
As raízes do desporto columbófilo surgiram na Bélgica e às vezes o povo diz que as boas coisas e as más vêm da Bélgica.
Tomem a paramixovirose como exemplo. Os primeiros focos apareceram na Bélgica, propagando-se então pelos países periféricos e depois através de todo o mundo.

Excesso de pombos no pombal e stresse


O excesso de pombos num pombal e o stresse são outras causas de uma série de perturbações.
Os columbófilos já estão avisados, mas os mais teimosos continuam a ter colónias grandes, muitas cestas de transporte e muitos pombos. Quando vejo uma cesta com excesso de pombos, digo para comigo que não pode ser um cesto dum campeão ou que nunca virá a sê-lo.
E essa situação é também muito stressante para os pombos.
Na Europa Ocidental, os focos de Adeno e E. coli (agora conhecidos como “doença dos pombos novos” tornaram-se frequentes e já são considerados normais), acontecem nos pombos novos depois dos primeiros treinos.
Isso é devido ao stresse, dizem os cientistas.
“Interrogamo-nos. Porque será que os pombos novos, no passado, não ficavam doentes?” Um dos factores, pensamos, pode ser o excesso de pombos nas cestas!
A resposta é que o sistema imunitário, no pombo actual, está enfraquecido. O abuso de medicamentos resulta em novos e mais resistentes agentes patogénicos e aparecem variantes mais resistentes que os antigos.
A ciência desenvolveu medicamentos para curar doenças e não para fazer campeões!

Outras ameaças


Um número excessivo de pombos pode ocasionar problemas sanitários no bando. Para além disso, devemos estar alerta quanto à presença no pombal de ratos e ratazanas.
Estes animais, são transportadores de diversos agentes patogénicos, passeiam sobre a ração, comem alguns grãos, urinam na ração e são, portanto, uma séria ameaça de contágio de diversas doenças.
Investigadores germânicos demonstraram já que os ratos são a principal causa das salmonelas; por isso, não devemos permitir que esses pequenos roedores entrem nos pombais.
Os ratos e ratazanas aparecem onde existir comida, não obstante, há columbófilos que parecem não dar grande atenção ao risco que os pombos correm permitindo a presença desses animais no pombal e zonas adjacentes.

Perplexidades


Como já disse, não podemos ignorar o progresso que a ciência permitiu. Não é possível voltar atrás e, às vezes, temos mesmo que recorrer à medicina.
Todos devem saber: os medicamentos devem ser administrados apropriadamente.
Alguns columbófilos fazem só metade do que devem fazer; dão a medicação em dose mais pequena ou durante menos dias do que está indicado. Em medicina o “não suficiente” pode ser mais prejudicial do que o “demasiado”.
“Acabem a cura”, é o que os médicos dizem às jovens mães quando um bebé adoece.
Em casos de dose insuficiente, o agente patogénico (bactéria ou viroses) desaparece, mas regressa talvez mais forte.
Quando se aplica de novo a medicação, o agente patogénico tremerá, mas no fim… ficaremos perplexos ao constatarmos a dificuldade em controlar a doença…

© Ad Schaerlaeckens

http://www.schaerlaeckens.com/